9 km de praia, 300 dias de sol e vento
25 milhões de m² em Camocim, Ceará, entre o Preá e Barra Grande, a 1h a 1h30 do aeroporto de Jericoacoara.
Moréias é um oásis protegido entre os dois lugares que mais movimentam a costa: 9 km de praia dentro de uma reserva selvagem de 20 km, onde o restante não pode ser construído. O fundador chegou pelo mar, num downwind, descalço, e encontrou uma natureza mágica, guardada pelas próprias condições: o acesso pede 4x4, e viajar para cá parece voltar no tempo. Dentro da fazenda vivem o maior parque de dunas privado da região, lagoas permanentes e de inverno, um oásis, 500 hectares de mangue e um delta onde a terra termina em ilha. São dez paisagens que dependem umas das outras: a mata segura a duna, a duna faz a praia. É a fazenda viva.
O ano se conta em duas estações: a temporada, de junho a janeiro, com sol e o vento que fez do Ceará a capital mundial do kitesurf; e o inverno, do fim de janeiro ao início de junho, quando as chuvas enchem as lagoas entre as dunas e a mata fica verde, um segredo bem guardado.
E é fazenda no sentido literal: casa de farinha, horta, agrofloresta e dez mil quilos de castanha por ano, colhidos nas terras de Moréias pelas comunidades vizinhas e divididos com elas. A torra segue manual, do jeito que sempre foi.
Paisagens únicas, lado a lado.
O que vive longe um do outro, aqui vive junto. E não é cenário: é vida que cresce.
Dunas
Áreas alagadas e dunas
Praia e mar
Matas ciliares
Restinga
Carnaubal
Manguezal
Lagoas interdunares
Tabuleiro/Cajueiro
Delta
Da horta, da agrofloresta e do mar
Tudo começa pelo que a própria terra dá: o peixe da pesca artesanal, os legumes e os ovos da horta e da agrofloresta, a castanha torrada à mão pela comunidade. Mas Moréias vai além dofarm to table: a cozinha regenerativa não se contenta em colher o que a terra oferece, ela devolve. Usar a terra e cuidar dela são, aqui, a mesma coisa.



A horta que abastece a mesa de Moréias
Não é cenário, é vida que cresce
Numa só fazenda cabe o que costuma viver espalhado pelo litoral cearense: a duna e o mangue, a lagoa que nasce da chuva, o carnaubal e as matas ciliares, o tabuleiro, o delta e a faixa de praia. O que vive longe um do outro, aqui vive junto.
E não é cenário: é vida que cresce. Desde que passamos a cuidar dela, há mais pássaros, mais répteis e mais mamíferos do que quando chegamos, e mais de 140 espécies de aves já catalogadas. O mapa ambiental é lei: dunas, eolianitos, mangues e lagoas permanecem intocados, e os corredores ecológicos atravessam tudo.
As casas ficam recuadas, e é por isso que a tartaruga que nasceu aqui pode voltar, daqui a 20 ou 30 anos, para fazer o próprio ninho na mesma areia.
A proteção ultrapassa a cerca: por iniciativa de Moréias, o zoneamento de turismo ecológico da região virou projeto de lei, limitando a densidade de ocupação de todos, inclusive a nossa. Leis que protegem o território até de seus próprios donos.
/// fotografado em MoréiasA mata segura a duna, a duna faz a praia.
É a fazenda viva.
Uma vila plural, viva e de verdade
Vida participativa
Quem quer participar é convidado; quem busca recolhimento é igualmente respeitado. A convivência nasce de valores compartilhados.
Associação Moréias
Quem compra uma casa entra para construir uma comunidade, e ajuda a decidir o futuro dela.
/// fotografado em Moréias
/// fotografado em MoréiasA vila de verdade veio antes do projeto: pescadores, artesãs e quem sempre esteve aqui seguem no centro da história. É essa gente que dá o tom da convivência — e é com ela que a fazenda divide a castanha, o trabalho e o ano inteiro.

O social veio primeiro
A história social veio antes da história imobiliária. O primeiro investimento, antes mesmo da aquisição da terra, foi um mapeamento das comunidades vizinhas, Horto d’Água, Sítio, São Mateus. Quem já morava na fazenda teve a propriedade da própria casa reconhecida e ficou exatamente onde estava: quinze famílias, espalhadas pelo território. Quem trabalha e quem chega vivem lado a lado, e o fundador resume: “a gente quer ter casa perto de todo mundo”. O Instituto costura tudo: é a porta de entrada do trabalho na região, do currículo ao primeiro emprego formal, em dezenas de frentes, cozinha, construção, esporte, horta, agrofloresta, apicultura. O time permanece empregado o ano inteiro, inclusive na baixa. E aos sábados, todo mundo vai brincar lá.
Off-grid como filosofia
Todo o desenvolvimento de Moréias é off-grid: cada casa gera a própria energia do sol e trata o próprio esgoto por biodigestor. A água vem de poços com tratamento próprio; o solo permanece permeável, e o lençol freático é o reservatório natural. A iluminação aponta para o chão, o céu estrelado é patrimônio de todos. A comida nasce na horta, na agrofloresta e no mar da frente.
A primeira construção de Moréias, antes de qualquer casa, foi uma central de resíduos, que separa recicláveis, composta orgânicos e atende também as comunidades vizinhas. O cuidado veio antes do tijolo.


Terra documentada, com todas as licenças ambientais
Num litoral em que a regra é a ocupação informal, Moréias conquistou todas as licenças ambientais, fez o georreferenciamento de 100% de sua área e possui a propriedade definitiva da terra. Esse direito é estendido a cada novo proprietário, formalizado por escritura definitiva e matrícula individualizada, registrada em cartório.
Essa segurança jurídica, raríssima em áreas não urbanas no Brasil, viabiliza e agiliza a aprovação de financiamentos e facilita a declaração da propriedade no imposto de renda. A vida em comum é organizada pela Convenção de Condomínio, pelo Estatuto da Associação e pelo Manual de Obras, regras claras, iguais para todos. É o patrimônio que se passa para os filhos com tranquilidade, e o licenciamento trouxe ainda um longo período de isenção de IPTU, detalhado na conversa com o time Moréias.
/// fotografado em MoréiasEm volta
Moréias está entre o mar e as dunas, dentro de uma região que segue viva ao redor. Uma vila de pescadores a 10 minutos pela praia. Lagoas de água rasa e vento constante ao lado da fazenda. Terras de produtores rurais nos fundos. E Camocim como ponto de apoio, do outro lado da barra. Tudo isso compõe a experiência de estar aqui.
Uma vila de pescadores preservada, com pousadas, restaurantes e bares. Na temporada há sempre uma festa em uma pousada ou uma banda tocando em algum canto. O caminho é parte do programa: você vai pela praia sob as estrelas, janta, toma um drink e volta.
A Lagoa da Torta e a Lagoa das Moréias ficam ao lado da fazenda. A água rasa e o vento constante fazem delas o lugar onde muita gente escolhe aprender. Quem começa encontra ali um ambiente calmo. Quem pratica wing foil costuma passar o dia na Torta.
Nos fundos de Moréias começam as terras de produtores rurais. É uma vizinhança de gente que vive da terra, e é ela que dá a Moréias o contexto de estar dentro de uma paisagem produtiva e habitada.
A cidade tem mercado municipal antigo, comércio, serviços de saúde e um dos principais mercados de pesca do litoral, por onde passam atum e robalo. Além de resolver o que a rotina pede, o trajeto vale como passeio.
Há dias de ficar dentro da fazenda, do café da manhã ao pôr do sol. E há dias de sair: uma lagoa, uma vila, um jantar em outro lugar. As duas coisas cabem no mesmo fim de semana, e essa é uma das liberdades de estar aqui.

Está cada vez mais claro que entramos em uma nova era. Muitos de nós já perceberam que é preciso assinar um novo pacto com o mundo. Reimaginar a maneira que fazemos as coisas. Na verdade, mais que uma nova era, uma série de “já eras”.
Já era explorar sem pensar nas consequências. Já era derrubar árvores, sacrificar biomas, poluir rios e mares. Já era fazer tudo individualmente…
E é na terra de vento que justamente queremos falar sobre o fazer junto. O vento parece que areja ideias e projetos, produz energia. Sussurra os saberes nativos, conhecimentos ancestrais.
O vento traz novidades, chama pescadores e esportistas, brasileiros e estrangeiros. Transforma a paisagem, revela tesouros. E como é que se mede o vento? Se mede em nós. É por isso que o pensamento coletivo é a nossa medida também.
Moréias é sonho coletivo. Somos consciência de comunidade, enraizados, integrados. Acreditamos que é assim que vamos fazer bem feito e viver tudo o que é de bom. Que vamos nos divertir de sol a sol, de vento em vento. Junto das pessoas, dos animais, da natureza.
Fazenda Moréias. Um destino criado em nós.
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